Encadernação

foto de menina em caderno personalizado

Dias atrás, eu fui a uma papelaria para fazer uma encadernação. É que, de vez em quando, eu gosto de baixar livros da internet para ler direto no papel, sem ter que ficar olhando direto para o computador. A atendente da papelaria imprimiu o livro e começou a colocar o espiral, aquele arame que se coloca para segurar as folhas. Eu vi que ela estava tendo dificuldades para fazer aquele trabalho e já parecia um pouco nervosa porque não conseguia fazer aquilo rápido como queria. Eu fui aonde ela estava e perguntei a ela se ela estava precisando de ajuda. Mas depois eu me arrependi porque eu devo ter lhe causado mais nervosismo provavelmente. Depois outra atendente a ajudou e terminaram de fazer aquela encadernação, de colocar o espiral. Mas eu estava pensado naquela garota quando cheguei a casa. Eu estava pensando no quanto existem pessoas valiosas neste mundo. Aquela garota ficou nervosa apenas porque estava tendo dificuldades de fazer aquele trabalho que, para ela, era uma coisa muito importante. Era uma pessoa honesta que lutava pela vida com aquele carinho todo e com aquela dedicação em busca de fazer o melhor possível. Eu vi, enquanto me lembrava daquela garota, o quanto este mundo é injusto. Muitas vezes nós valorizamos pessoas que não têm o menor caráter, que são capazes das maiores desonestidades por dinheiro, por muito dinheiro, por milhões. Mas aquela garota estava ali, com toda aquela simplicidade, com toda aquela honestidade, com todo aquele empenho, com o máximo de dedicação por tão pouco. Por que será que a gente não valoriza essas pessoas como elas merecem? Eu estava pensando. Nós preferimos valorizar quem nos prejudica, quem nos persegue, quem nos impedem de crescer a valorizar aqueles que nos atende, que nos dão atenção, que se humilham para a gente. Mas essa postagem é apenas um desabafo no meu divã, uma forma de escrever o que sinto e de deixar aqui a meu doce desejo de que o mundo seja cada vez melhor e de que eu possa ter a luz de encontrar pessoas como aquela garota sempre.

Terapia

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Edu amava Tânia, que amava Geovane. Tânia e Geovane estavam juntos e se amavam. A felicidade era completa até que, um dia, em um acidente de moto, Tânia teve sua perna amassada por um carro e não iria conseguir andar. Geovane não quis continuar o namoro e decidiu ir embora, tentar encontrar a felicidade com outra pessoa. Tânia estava muito triste e foi nesse momento que Edu entrou em sua vida. Tânia teria que fazer terapia para conseguir voltar a andar. Ela começou a namorar Edu, que começou a ajudá-la em suas idas e vindas à terapia. Foram muitos dias naquela cadeira de rodas e sempre acompanhada de Edu. Depois de muito tempo, Tânia enfim voltou a andar. Edu e Tânia estavam muito felizes e já pensavam e se casar. Mas, um dia, andando em uma calçada, eles se encontraram com Geovane. Geovane estava muito arrependido e queria recomeçar sua vida e seu namoro com Tânia. O que Tânia mais queria naquele momento era voltar aos braços de Geovane e reviver seu amor. Mas, em sua consciência, ela devia ficar com Edu, que esteve ao lado dela em seus momentos mais difíceis. Quando Edu viu nos olhos de Tânia que o que ela mais queria era voltar para Geovane, ele olhou para ela e disse: “Vá, meu amor, você não precisa ficar comigo para pagar o que fiz a você, os momentos felizes que passamos juntos já foram suficientes.”

O Caubói sem Rival

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Faber era um caubói que não tinha rivais no rodeio em sua região porque era insuperável. Mas, no amor que sentia por Terry, ele tinha um rival, alguém que a amava e teimava em não querer perdê-la para Faber. Tico amava Terry e fazia tudo pelo amor da moça, que já pertencia a Faber.

Faber e Terry ainda namoravam e sonhavam com o casamento e a felicidade que o amor que tinham pudesse lhes dar. Tudo seria muito simples: eles se amavam e seriam felizes. Mas muitas vezes a simplicidade de um amor se transforma em dificuldade. O pai de Terry queria que ela se casasse com Tico, que pertencia a uma família poderosa da região. Ainda se vivia uma época em que os pais encontravam maridos para as filhas. Obviamente que o namoro de Faber e Terry não era aceito pelo pai da moça. Por isso, eles se encontravam sem que seu pai soubesse.

Um dia o pai de Terry chegou a um acordo com Tico e entregou a ele a mão de sua filha, Terry. A garota ficou tão triste e fez tudo para convencer o pai de que amava Faber e era com ele que queria se casar. Mas o pai, um homem com ideias bem tradicionais, não lhe dava a possibilidade de escolher. Segundo ele, o casamento era um negócio e a garota não sabia negociar. Terry, então, concordou com o pai quando viu que seria inútil lutar por seu amor.

Mas Faber não conseguiu desistir de Terry e ainda sonhava que um dia poderia conseguir se casar com ela. Ele tinha o seu berrante e todas as iguarias de um caubói de verdade.

Embora de casamento marcado, Terry um dia se encontrou com Faber e disse a ele que seria melhor assim embora seu coração estivesse dilacerado. Mas Faber disse a ela que, no dia de seu casamento, tocaria berrante para ela e, quando ela ouvisse o berrante, ela sairia da igreja e fugiria com ele.

Mas chegou o dia do casamento de Terry e Tico. Faber tocou berrante desesperadamente. Mas, na hora dizer o sim, Terry olhou para seu pai e não conseguiu dizer não. Ela disse sim e se casou com Tico. Faber ficou desesperado e não conseguia mais parar de tocar seu berrante que passou a ser o som mais triste daquela região.

Chegou a noite e Terry foi para sua lua de mel que era amarga como o fel. Mas o pai de Terry estava muito feliz por ter casado sua filha com um homem poderoso. Tico também estava muito feliz. A felicidade de Tico foi tanta que ele bebeu um pouco a mais do que devia e adormeceu em plena lua de mel. Quando Tico acordou, já era de manhã e ele não viu Terry deitada a seu lado e foi procurá-la pela casa. Mas Terry não estava ali porque naquela hora ela já estava dobrando na curva de uma estrada bem longe dali montada na garupa de um cavalo branco com Faber.

Fim.

10 Mandamentos Para Ser feliz

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1-Quando cometer uma gafe, aja sempre como se nada tivesse acontecido.

2-Quando sair à rua, cumprimente o máximo de pessoas possíveis.

3-Ande sempre com um sorriso sincero e espontâneo.

4-Sempre perdoe aqueles que lhe ofenderam.

5-Se lhe acertarem uma face, dê a outra.

6-Nunca aja com violência.

7-Lute sempre pelo que você quer. Lembre-se de que nada vem de graça.

8-Nunca faça nada pensando apenas em você. Pense também nos outros.

9-Acredite em Jesus Cristo e que Ele sempre vai lhe dar uma nova oportunidade.

10-Lembre-se de que a vida é só um sonho e o dinheiro é apenas para desviar você de sua verdadeira missão. Um dia, você vai acordar e ver que o dinheiro não serve mais para nada.

Como Conquistar Uma Garota

Eu queria apenas conquistar uma garota. Então, eu mandei flores. Mas as flores não a conquistaram. Eu fiz poemas. Mas de nada adiantou. Eu fiquei milionário e lhe cobri de joias: As mais caras que o dinheiro podia comprar. Eu lhe ofereci mansões e tudo que ela quisesse. Mas nada que eu fazia estava adiantando. Então, eu comecei a acreditar que aquela garota era muito inconquistável. Eu fiquei louco e desiludido. Foi aí que eu olhei para mim mesmo para ver em que eu estava errando. Depois de tudo, eu descobri que eu precisava de apenas uma coisa para conquistar aquela garota: o beijo.

Um Dia de Caubói

Eu ainda era jovem e não me importava muito com rodeio. Mas um dia minha namorada me convidou para irmos a um rodeio que todo ano realizava na cidade.

Vamos, meu amor, é muito bom. Tem muita gente, e a gente se diverte muito com a montaria.

Aí eu pensei: Bom, já que ela gosta, então eu vou.

Quando chegamos ao rodeio, eu achei estranho a coragem dos caubóis. “Como eles têm coragem de montar naqueles animais bravos?”, pensei. Mas aos poucos fui me envolvendo com o clima, os aplausos, enfim, eu achei tudo aquilo contagiante. Aí eu decidi: “No próximo rodeio, eu vou montar num cavalo.”.

Os dias foram passando, e a ideia foi ficando cada vez mais convicta na minha cabeça. Minha namorada a princípio achou engraçado e dizia:

Você está louco! Aqueles caubóis passaram à vida toda montando. Eles estão preparados, sabem montar. Se você montar num cavalo, vai cair, vai se machucar.

Mas eu estava decidido, e nada iria mudar a minha convicção. Eu pensei até que não precisaria nem de treinar. Eu acreditava que era só chegar, montar, ficar oito segundos sobre o animal e, quando passasse esse tempo, pular e cair na areia, recebendo o aplauso do público.

Meu pai me dizia que eu estava louco, porque, segundo ele, era necessária uma vida de dedicação para que alguém pudesse montar num cavalo.

Minha mãe ficou desesperada: Não faça isso, meu filho! Você pode até morrer, disse.

Os dias foram passando, e eu comprei fitas cassetes para assistir aos rodeios e saber como era que os cavalos pulavam.

Quando se aproximou o dia do rodeio, eu fui fazer a inscrição:

Quem vai te patrocinar?

Eu pensei: Puxa! Tem que ter patrocinador?

Aí um amigo meu que era vereador me disse que me patrocinaria.

Quando a gente vai montar, a gente oferece a montaria para o patrocinador, e o locutor fala o nome dele.

Mas chegou à hora da montaria por que eu esperei com tanta ansiedade. O vereador que me patrocinou se chamava Katy, mas o locutor se confundiu e disse: “Ele vai oferecer a montaria para a Kátia. Deve ser a namorada dele…”.

Eu já estava montado no cavalo e me preparava para o grande momento. Naquele instante veio um frio na barriga. Eu pensei até em desistir, mas àquela altura isso não era mais possível.

Quando abriram à porteira, veio um arrependimeeeento!…

Quando o cavalo subia, eu dava um suspiro profundo: “Aaahh!”. Parecia até que iria me sufocar. Quando suas patas batiam no chão, meu corpo recebia um choque tão grande que parecia que meu coração iria cair pela boca.

Quando já estava no terceiro pulo, passou pela minha cabeça uma vaga ilusão: “E eu que estou bom nisso!”. Mas, antes que eu concluísse o pensamento, já estava com a cara no chão.

Fim.

 
 
 


A Psicologia da Psicóloga

Havia uma psicóloga que, quando ia fazer uma consulta, sempre dizia a seus pacientes que eles precisavam de medicamentos e encaminhava-os para um psiquiatra. Ela sempre fazia a mesma coisa com todos até que um dia seus pacientes acabaram. Quando ela se viu sem nenhum paciente, ela desistiu de sua profissão, rasgou seu diploma e entrou em uma depressão profunda. Não sabia o que fazer. Ela procurou um psiquiatra, que lhe receitou alguns medicamentos. Ela passou a tomar medicamentos controlados. O tempo foi passando e, quanto mais ela tomava medicamentos, mais ela ficava dependente deles. Se esta pobre psicóloga fosse louca, os medicamentos não a curaram. Ao contrário sempre a deixaram pior do que já era. Olhando para mim, eu vejo o que estou sentindo. Eu daria tudo o que tenho por uma consulta com uma psicóloga hoje. No entanto, as psicólogas acham que a psicologia é algo inútil.