Lembranças

Às vezes, é muito bom relembrar velhas lembranças. Os anos 60 e 70 deixaram muita coisa marcada. Era uma época de ditadura militar e as pessoas precisavam dizer o que queria de uma forma diferente para que os poderosos não entendessem ou não pudessem comprovar o que entenderam. O próprio Roberto Carlos vivenciou isso em músicas como Todos Estão Surdos e Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos. Vamos imaginar uma música dessa época se fosse gravada hoje em dia com o monte de besteira que o pessoal anda dizendo nas canções. Na época houve uma música de grande sucesso que ficou marcada quase que como um hino. Era uma versão de uma música de origem inglesa que foi traduzida para o português com o nome de Biquíni de Bolinha Amarelinha Tão Pequenininho (Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini). Naquela época, a versão em português ficou assim:

Ana Maria entrou na cabine

E foi vestir um biquíni legal

Mas era tão pequenino o biquíni

Que Ana Maria até sentiu-se mal

Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho

Mal cabia na Ana Maria

Biquíni de bolinha Amarelinha tão pequeninho

Que na palma da mão se escondia

Ana Maria ficou envergonhada

Não quis sair da cabine assim

Ficou com medo que a rapaziada

Olhasse tudo tintim por tintim

Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho

Mal cabia na Ana Maria

Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho

Que na palma da mão se escondia

Ana Maria olhou-se no espelho

E viu-se quase despida, afinal

Ficou com o rosto todinho vermelho

E escondeu o maiô no degrau

Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho

Mal cabia na Ana Maria

Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho

Que na palma da mão se escondia.”

Mas, se aquela versão fosse feita hoje em dia, poderia ficar assim:

Ana Maria entrou na banheiro

E foi bater um barro legal

Mas era tão fininho o barro

Que escorria parecendo um mingau

Era um barro de bolinha amarelinha tão fininho

Que saía da Ana Maria

Barro de bolinha amarelinha tão fininho

Que para dentro do vaso escorria

Ana Maria ficou envergonhada

Não quis sair do banheiro assim

Ficou com medo que a rapaziada

Sentisse o cheiro tintim por tintim

Era um barro de bolinha amarelinha tão fininho

Que saía da Ana Maria

Barro de bolinha amarelinha tão fininho

Que de dentro do vaso escorria

Ana Maria olhou para baixo

E viu-se toda borrada, afinal

Ficou com o pé todinho amarelo

Atolada naquele mingau

Era um barro de bolinha amarelinha tão fininho

Que saía da Ana Maria

Barro de bolinha amarelinha tão fininho

Que no chão do banheiro escorria.

Ou seja a liberdade e cheia de coisas maravilhosas. As pessoas podem dizer o que quiser, como quiser e da forma que quiser. Mas o pessoal bem que poderia maneirar e fazer umas músicas um pouco melhores. Maneira aí pessoal!

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