Os Pedacinhos de Mim

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Cada parte de minha vida foi um pedacinho que saiu de mim. Foram juntando-se um ao outro e transformando-se num sentimento único, que ficou preso no coração. Agora, com mais uma recaída desse sentimento, eu me vejo quase perdido na mesma trilha que seguia antes. Vejo, porém, uma nova direção para seguir. Só que, se eu me mudar, continuarei com o mesmo sentimento. Mas a vida não passa de uma ilusão, de uma chama que se apaga com o orvalho da manhã.

Os pedacinhos, no entanto, continuam a sair de mim, deixando-me com o mesmo sentimento. Sinto até falta de mim próprio nesta mesma trilha, por onde continuo a caminhar. Os meus passos já não são mais tão constantes como eram antes. Mas movem-se lentamente em direção a um lugar desconhecido, aonde nunca chegarei. Há uma parada para descansar onde apenas os sonhos vão sobreviver. Mas os sonhos já não serão mais lembrados por ninguém, porque se perderão nas trevas, onde os ventos serão frios e o dia não mais amanhecerá. Se o amor que eu senti não conseguir me despertar, não haverá mais lembrança alguma dos pedacinhos de mim.

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Cruzeiro x Atlético

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Um dia, fui ao Mineirão

Para sentir a emoção

De um Cruzeiro e Atlético.

Mas eu senti no peito

A pulsação de um jeito

Que deixou o jogo patético.

Eu vi uma torcedora

Com uma voz tão sedutora

Que em mim colocou fogo.

Eu não pude desviar

Meus olhos para olhar

O que passava no jogo.

Eu fiquei apaixonado

Pelo amor fui dominado

E me esqueci de torcer.

Quando o estádio balançava

Sua boca eu beijava

E via o amor nascer.

Mas, quando acabou o jogo

Eu voltei a ter de novo

Todo aquele desespero.

Ela sumiu na multidão

Mas nunca tirei do coração

Aquele Atlético e Cruzeiro.

Quanto ao Dinheiro

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Uma vez, eu prometi a mim mesmo que o dinheiro seria apenas algo que jamais me interessaria. Para ser sincero, eu prefiro viajar pelo mundo dos sonhos a lutar desesperadamente por uma conquista que não me levará a lugar algum. Agora, se eu me enriquecer algum dia, eu quero que essa riqueza seja meu coração repleto de amor. Aliás, o amor é a única conquista que alguém pode ter e considerar como uma riqueza. Pois o amor é a única conquista que, com certeza, irá nos manter vivos para sempre. Cheguei, pois, à conclusão de que, quando prometi a mim mesmo que o dinheiro seria apenas algo que jamais me interessaria, eu fiz a escolha certa. Mas eu sei que, como ser humano, poderei ser fraco em alguns momentos, que poderão me surpreender. Mas, se meu coração já tiver sido completamente repleto de amor quando eu fraquejar, ele me dará a força de que necessitarei para me libertar dessa fraqueza.

Você, oTrem e a Chuva

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Olhando para a cidade, sobre os trilhos de uma ferrovia, eu vejo a rua pela qual passei com você naquela noite de chuva. Sorrindo, você deixava transparecer em seus olhos o brilho de amor cuja força fazia com que seu coração pulsasse acelerado.

Mas o tempo passou, levando consigo todo aquele sonho, do qual não pude acordar. Eu não sei se não fui digno de você ou se foi você que não fez jus a mim.

Mas o trem, que caminha em direção a mim, também faz com que eu me lembre de você. O barulho do trem não permitiu, quando trocávamos juras de amor sob a chuva daquela noite, que eu a ouvisse com perfeição dizendo a mim o quanto me amava. Até a chuva que chove sobre mim e o trem faz com que eu me lembre de quando seu vestido, depois que se molhou, colou-se em seu corpo, causando com que sua formosura se deixasse transparecer.

Mas todo aquele amor mútuo que nós sentíamos talvez não tenha se tornado saudade apenas para mim quando você partiu neste mesmo trem que acaba de passar.

Em um Jardim

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Nosso amor foi intenso

Como o mar, tão imenso

Nos tornamos um só.

Lhe afaguei o cabelo

O rosto ficou vermelho

E, na garganta, um nó.

Seu corpo era só meu

Meu lábio tocou no seu

E então o amor se fez.

Você respirou profundo

Girou ao redor do mundo

Quando perdeu a timidez.

Uma peça íntima no chão

Eu senti o seu coração

Que pulsou colado em mim.

Imaginei que estava no céu

E, diante de tanto mel

Eu estava em um jardim.

A Força do Amor (O Beijo do Adeus II)

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De repente, Aldo e Tina estavam no paraíso. Um anjo disse-lhes que não era possível a felicidade duradoura. Eles teriam que nascer novamente para provar definitivamente a força do seu amor.

Aldo trabalhava para o rei num reinado distante. Ele era caçador de tesouros e viajava em caravelas pelos mares.

Um dia ele viajou para outro continente à procura de um tesouro. Ao chegar, ele encontrou uma tribo. Os nativos começaram a ajuda-lo na busca pelo tesouro e a receber coisas em troca de seu tesouro. Isso não era a felicidade para Aldo, mas ele tinha que trabalhar para sobreviver.

Um dia, de manhã, Aldo estava triste sentado em uma pedra quando passou uma garota. Eles se olharam e sentiram seus corações pulsarem no peito. Eles não podiam se namorarem porque ela já era prometida a um índio e sua tribo. Nessa tribo era proibido que as índias se casassem com homens que não pertencessem à sua tribo. Mas eles estavam muito apaixonados.

Toda hora que Tina passava perto de Aldo eles se olhavam, mas sempre havia alguém da tribo por perto.

Um dia, Aldo foi se banhar numa cachoeira e viu Tina à beira do lago. Naquele instante, ele sentiu que poderia ser a sua única oportunidade de se aproximar da garota. Ele se aproximou e as palavras naquele instante lhes fugiram à cabeça. Mas eles não precisavam de palavras, pois já estavam aos beijos e carícias como se já se conhecessem há tempos.

Entre as promessas de amor eterno que trocavam havia um nativo olhando para os amantes e lhes ordenou que se afastassem porque aquele amor era proibido. Ela o pertencia. Mas o casal se recusou de se afastarem. Então surgiram vários índios para impedir aquele amor.

Aldo e Tina começaram a correr em direção às caravelas enquanto os índios corriam atrás lançando flechas. Mas Aldo e Tina conseguiram chegar e se lançarem no mar. Mas ficaram muitos buracos na caravela, e a água começou a entrar. Aldo e Tina jogavam água, jogavam, mas a água continuava a entrar. Eles já estavam bem longe da margem e não podiam voltar porque havia índios por todos os lados. Então a única coisa que podiam fazer era retirar água. Mas a água continuava a entrar e foi quebrando cada vez mais o assoalho da caravela.

Quando Aldo e Tina viram que a caravela se afundaria e não havia mais como evitar o afundamento, eles se abraçaram e se beijaram. A caravela foi deixando a superfície e se afundando, mas Aldo e Tina se beijavam e se afundaram se beijando até o fim. Foram para o fundo do mar juntos, abraçados e se beijando. Mais uma vez nem mesmo a morte conseguiu afastá-los.

Fim.

Consequências

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É óbvio que, se uma alma estiver doente, ela vai sofrer uma consequência, que talvez seja até mesmo um calor que queima como fogo. Afinal, todo ato impensado causa uma consequência indesejada. Deus não vai vir aqui para dizer a alguém que não deve pôr a mão numa tomada elétrica, por exemplo. Mas, daí a dizer que Deus vai lançar alguém a um fogo eterno há uma distância tão grande quanto a própria ignorância de quem diz. A verdade é que Deus vai deixar que a gente coloque a mão nessa tomada elétrica até que, um dia, a gente vai ver que, se continuar colocando a mão ali, vai continuar recebendo o mesmo choque. Mas, como o que acontece é simplesmente uma consequência, ninguém poderá caluniar Deus, dizendo que é um castigo.

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Quando a gente deixar de pôr a mão nessa tomada elétrica para plantar florais, por exemplo, a gente vai deixar de receber esse choque para colher flores. Mas, como a gente vai ter a eternidade toda para fazer isso, um dia com certeza a gente vai aprender.